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segunda-feira, maio 01, 2006

1.º de Maio, ou a eterna ilusão

(...) Hoje, escudado em “sapientes” interpretações dos relatórios das costumeiras instituições internacionais e nacionais, encomendadas pelo próprio e profusamente divulgadas, o governo Sócrates-Cavaco nem se dá a trabalho de esconder metade do que pretende. Diz que é a verdade. Diz que não há escolha. Ou um aumento dos sacrifícios dos trabalhadores, quer estejam no activo quer estejam desempregados ou reformados, ou então virá uma desgraça ainda maior. Que desgraça é essa, pior do que a mais absoluta miséria em que querem pôr a viver os assalariados? Também nos diz de forma solene: a bancarrota do Estado e/ou da Segurança Social. Claro que se esquece de dizer que só é assim para que se mantenham e até cresçam mais do que nunca os lucros da maior parte das grandes empresas, as remunerações dos seus administradores, as exportações fraudulentas de capitais e o consumo sumptuário de bens de luxo.